{"id":234,"date":"2020-01-22T14:58:19","date_gmt":"2020-01-22T17:58:19","guid":{"rendered":"http:\/\/piscopo.med.br\/clinica\/?p=234"},"modified":"2020-01-22T14:58:33","modified_gmt":"2020-01-22T17:58:33","slug":"saude-sexual-como-orientar-nossos-filhos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/piscopo.med.br\/clinica\/2020\/01\/22\/saude-sexual-como-orientar-nossos-filhos\/","title":{"rendered":"Sa\u00fade sexual : como orientar nossos filhos"},"content":{"rendered":"<h3>Preserva\u00e7\u00e3o da sa\u00fade sexual: como ajudar nossos filhos nessa tarefa?<\/h3>\n<p>Os \u00edndices de gravidez precoce s\u00e3o altos em todo o mundo. Os Centros de Controle e Preven\u00e7\u00e3o de Doen\u00e7as dos Estados Unidos da Am\u00e9rica publicou que, em 1996, uma em cada dezoito adolescentes deram \u00e0 luz nesse pa\u00eds. No Brasil, o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade constatou que os partos de meninas entre 10 e 14 anos aumentou em 31% entre 1993 e 1998, tendo sido feitos 700 mil partos de meninas, de 10 a 19 anos, em 1998.Em 2000, um estudo americano publicado por Unger e colaboradores concluiu que culturas de origem asi\u00e1tica e branca apresentam n\u00fameros menores de sexo sem prote\u00e7\u00e3o do que culturas de origem latina. Segundo esses autores, certos valores culturais inerentes \u00e0 cultura latina favoreceriam o descuido com o uso de preservativo ou m\u00e9todos contraceptivos no instante da rela\u00e7\u00e3o sexual.A dificuldade de acesso aos conhecimentos em sexualidade \u2013 devido \u00e0 insuficiente possibilidade educacional (escolas) \u2013 tamb\u00e9m pode levar muitas jovens a n\u00e3o usar (ou usar incorretamente) os m\u00e9todos contraceptivos. Nesse contexto, as meninas est\u00e3o mais expostas \u00e0 gravidez precoce e a m\u00eddia pode ajudar (e muito) na transmiss\u00e3o dos conhecimentos necess\u00e1rios.No entanto, sabemos que muitas meninas (mesmo aquelas bem informadas sobre como evitar a gravidez) n\u00e3o usam preservativo no momento da atividade sexual. Nesse caso, a simples informa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 suficiente. V\u00e1rios impedimentos podem estar gerando esse descuido: imaturidade (biol\u00f3gica e emocional), mitos e conceitos err\u00f4neos, fam\u00edlia ausente ou desestruturada, fatores emocionais.Para que esses impedimentos possam ser transpostos e ocorra mudan\u00e7a efetiva na pr\u00e1tica sexual de nossas adolescentes, s\u00e3o necess\u00e1rios programas de educa\u00e7\u00e3o sexual em escolas, elaborados e implementados por profissionais de sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o especializados nessa \u00e1rea.<br \/>\nDiversos estudos comprovam que as meninas que esperam fazer faculdade est\u00e3o mais motivadas a usar preservativo em seus encontros sexuais para postergar a gravidez precoce nessa fase de suas vidas. Sem essa motiva\u00e7\u00e3o (perspectiva educacional), as jovens tendem a praticar mais sexo de risco e, como conseq\u00fc\u00eancia, engravidam em maior propor\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A cren\u00e7a de que engravidar vai \u201cdar significado \u00e0 vida\u201d, por sua vez, est\u00e1 relacionada a caracter\u00edsticas da cultura feminina e \u00e9 observada em adolescentes de diferentes n\u00edveis educacionais e\/ou econ\u00f4micos. Muitas jovens ainda acreditam que ter um filho beneficiaria suas vidas, pelo fato de possibilitar que tenham algu\u00e9m (beb\u00ea) que realmente precise delas ou as ame ou porque favoreceria o relacionamento com o namorado.<\/p>\n<p>Um projeto de vida saud\u00e1vel na adolesc\u00eancia, com atividades que valorizem o bem estar (f\u00edsico e emocional), favorece a qualidade de vida como um todo e, como conseq\u00fc\u00eancia, a sa\u00fade sexual \u00e9 mais valorizada. A pr\u00e1tica rotineira de esportes \u00e9 um bom exemplo de atividade recomend\u00e1vel.<\/p>\n<p>Esse projeto de vida saud\u00e1vel \u00e9 individual. O momento \u201ccerto\u201d para a inicia\u00e7\u00e3o sexual, para que o futuro das meninas n\u00e3o seja prejudicado, depende da discuss\u00e3o entre jovens e adultos (pais, educadores, profissionais de sa\u00fade) sobre v\u00e1rias quest\u00f5es:<\/p>\n<p>\u2022 Estou preparada para assumir as conseq\u00fc\u00eancias de ficar gr\u00e1vida nessa fase da minha vida?<br \/>\n\u2022 Meu relacionamento est\u00e1 amadurecido e com intimidade suficiente para que a atividade sexual seja satisfat\u00f3ria?<br \/>\n\u2022 Estou ciente das formas de prevenir uma gravidez indesejada?<br \/>\n\u2022 Sinto necessidade pessoal de iniciar minha vida sexual ou estou sendo pressionada pelo meu parceiro ou meu grupo nesse sentido?<\/p>\n<p>A partir desse questionamento, as jovens podem optar por adiar ou n\u00e3o o momento de sua inicia\u00e7\u00e3o sexual. O mais importante dessa decis\u00e3o \u00e9 que seja estabelecida pelas necessidades das pr\u00f3prias meninas (com autonomia) e que as poss\u00edveis conseq\u00fc\u00eancias possam ser assumidas (com responsabilidade).<\/p>\n<p>Fonte(s):<\/p>\n<p>\u2022 Revista Sele\u00e7\u00f5es Reader\u201ds Digest. Um assunto delicado. Como falar de sexo com seus filhos adolescentes? Por Cl\u00e1udia Rodrigues. Rio de Janeiro (RJ); junho \/ 2002. p. 77-82.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Preserva\u00e7\u00e3o da sa\u00fade sexual: como ajudar nossos filhos nessa tarefa? Os \u00edndices de gravidez precoce s\u00e3o altos em todo o mundo. Os Centros de Controle e Preven\u00e7\u00e3o de Doen\u00e7as dos Estados Unidos da Am\u00e9rica publicou que, em 1996, uma em cada dezoito adolescentes deram \u00e0 luz nesse pa\u00eds. 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